A professora e a criatividade ‘dirigida’ do aprendiz: desenho da baleia


Para Paulo Freire “a prática de pensar a prática é a melhor maneira de pensar”. Este pressuposto, certamente conduz à reflexão sobre o fazer (anti)pedagógico das instituições de ensino, mesmo que continuem em busca de alternativas para um ensinar e um aprender mais significativos.
Pensar e agir a partir deste pensar é a proposta feita aos acadêmicos com a análise do vídeo abaixo para depois registrarem o resultado desta reflexão em forma de um breve comentário.

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Pudemos perceber através do vídeo que trabalhar as diferenças em sala de aula é um desafio, e muitos educadores não estão preparados para enfrentá-los.
Foi observado que a professora não conseguia compreender porque o aluno fazia tudo diferente dos outros, e ao mesmo tempo pensavam que ele tinha algum tipo de deficiência, isso porque ele (aluno) conseguia fazer coisas extraordinárias além do solicitado pelo educador.
Suscitanos que o professor trabalhe as habilidades dos alunos desde a pré-escola, devido estar sendo trabalhado constantemente - coordenação motora, percepção visual, etc., e que estabeleça sempre relações particulares com o saber da criança.

De acordo com o vídeo assistido o que ficou evidenciado foi primeiramente a exclusão, onde cada vez que o aluno sai dos padrões pré-estabelecidos e determinados pela escola ele é excluído do processo, ou ainda, por estar indo além do que esta sendo solicitado. Há uma negação dos diferentes ritmos e das inteligências múltiplas.
É interessante que a partir do momento que o professor solicitou que os alunos exercem a criatividade, ele (o professor) não respeitou o ponto de vista e as habilidades dos mesmos, aquilo que o aluno desejava expressar naquele momento.
No filme a professora levou o desenho do educando para a ‘coordenação’ da escola para ser avaliado e posteriormente chamou a família, que o encaminhou a uma junta médica. Nesse momento, fica implícita uma rotulação, uma má interpretação do desenho apresentado. Algo bem corriqueiro em nossas escolas.
Que o filme sirva de alerta!!!!

O vídeo retrata um dos dos grandes entraves para o desenvolvimento cognitivo das crianças: o condicionamento.E este por sua vez, impede a expansão das potencialidades e o profesor como mediador desse processo deve está atento aos seus alunos para que não se perca a oportunidade de desenvolver pessoas critica,reflexivas e acima de tudo criativas.
Ediciane Carvalho - turma 12- CAPEM

O referido texto retrata-se toda a personalidade de alguém que não se preocupa com a sua aprendizagem escolar de forma clara e objetiva, tornando sua vida apenas um campo de transformação, mas, sendo que esta futuramene possa abrir caminhos para aproximar sua prática a nova sociedade rica e brilhante de novos conhecimentos.

No vídeo observa-se claramente a temática das diferenças em sala de aula e o confronto que isso foi para a professora em questão a professora não conseguiu entender porque o aluno produziu além do que ela havia pedido e a forma que o mesmo usou para isso.
Lembramos então com este caso da teoria psicológica piagetiana que enfatiza a necessidade de se conhecer e respeitar as caracteristicas psicosociais próprias de cada estágio da evolução do educando.
O saber é desenvolvido no momento em que o educando é instigado a explorar, pesquisar, experimentar, refletindo idéias, sentimentos e valores. Aprender não significa apenas fazer uma atividade, mas também a conquista de significado do que fez.
Nós, enquanto educadores, devemos perceber que ao avaliarmos o caminho percorrido por nossas crianças temos que, em primeiro lugar, avaliarmos as possiblidade que demos a elas.

Alunas: Francisca Sônia, Livia Dominice, Gilda Serpa e Waldelice Silva. O vídeo abordar a questão sobre a importância de um olhar pedagógico. Enfatizando a necessidade do educador ter um olhar mais minucioso em relação ao desenvolvimento e criatividade do educando.
Desta forma é necessário que o professor seja mais observador e conheça seus alunos para que possa perceber o comportamento de cada um e não dá um diagnóstico precipitado.
Portanto, é valido ressaltar a necessidade do educador ter conhecimento pedagógico para que este sirva de base, bem como para que haja compreensão nas diferentes situações que ocorrem no cotidiano da sala de aula.

Educar não é um conjunto de princípios que sirva de base a um sistema filosófico, científico, etc. Mas, suscitar a criatividade. A educação necessita motivar a autonomia, não a submissão. O verdadeiro mestre e (os compreensíveis pais ou responsáveis), mais do que inculcar respostas e impor a repetição de normas, conceitos e fórmulas, orientam os alunos (filhos) para a criação e a descoberta, instiga suas fantasias, promove habilidade e aptidão, guia-os para galoparem sem impedir o bom andamento pelos caminhos de sua liberdade. E com esta liberdade ele expressa os seus sentimentos e criatividade.

O vídeo aborda a importância do educador criar um espaço próprio para que o educando com suas limitações e potencialidades se desenvolva o máximo possível.
Faz-se necessário que o professor conheça seu aluno de forma individual e particular para que não corra o risco de diagnosticá-lo de forma errônea. Portanto, é válido ressaltar a contribuição de Gandhi quando diz: “Você precisa ser a mudança que você quer ver no mundo”.
Para que seu aluno se desenvolva e mostre as suas aptidões é necessário que o educador lhe dê, antes de tudo, o crédito.

Comentado por: Maria Tereza Anchieta Freire /Adriana da Conceição Sodré Barbosa / Glayce de Sousa Bezerra / Lélia Barbosa Alves

Filme a baleia: as cenas nos mostram uma criança em pleno uso da inteligência espacial que está muito ligada à criatividade, seja no espaço tridimensional ou imaginário e também da inteligência naturalista está ligada a uma conceituação de ecologia e ao viver, onde se busca compreender a linguagem que está presente na natureza.
Segundo Gardner a teoria das inteligências múltiplas permiti ao professor um olhar sobre a imensa diversidade desse aluno. Aquele, que antes era visto apenas pela sua competência em escrever ou fazer conta, com esta nova teoria pode ser percebido por uma infinidade de linguagem e, assim, expressar seus conhecimentos através do seu desenho, através de sua exposição, através da construção de figuras etc…
Esse filme me fez relembrar uma história, onde a professora pediu para turma que fizesse como atividade do dia desenhos livres e a partir daí todas as crianças pegaram lápis de várias cores e ela observou que uma criança escolhia apenas os lápis na cor preta e disse para o aluno :
_ Menino porque você não faz um desenho mais bonito, colorido como seus colegas. E o aluno respondeu:
_ professora eu desenhei uma noite de São João, sem energia. Por isso, o meu desenho esta todo preto.
É muito comum dentro das escolas profissionais da educação, sem habilidades para administrar uma sala de aula, pois algumas atitudes principalmente de crianças na fase da pré-escola não são levadas em consideração por parte do professor por não saber interpretar a mensagem que o aluno quer passar. Em virtude disso, às vezes, o professor faz diagnóstico precipitado do aluno.

Turma,30 -CAPEM
Curso- Gestão,Supervisão e Orientação Escolar