Projeto São Luís conhecer para preservar e amar: Sítio do Físico


Sítio do Físico

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No texto anterior Projeto São Luís: conhecer para preservar e amar você acompanhou alunos da Educação de Jovens e Adultos da Unidade Integrada Felipe Condurú em atividade de pesquisa sobre o Centro Histórico de São Luís. Caso você não tenha lido, leia. Pode ir lá que eu espero.

Certo? Agora, acompanhe outros alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Unidade Integrada Felipe Condurú em atividade de pesquisa sobre o Sítio do Físico.

Por decreto de 05 de Dezembro de 1798, o Dr. Antonio José da Silva Pereira, médico da Universidade de Coimbra, foi nomeado e designado Físico-Mor pela corte portuguesa para atuar na Capitania do Estado de Maranhão, sendo ele o idealizador, consruiu um complexo de indústrias pioneiras no estado, que funcionou entre 1802 a 1818 (século XVIII). Na época o estado do Maranhão estava sendo governado por Dom Fernando de Noronha.

O complexo de indústrias está localizado à margem do Rio Bacanga a 8km do centro de São Luís. O Sítio do Físico tem este nome em homenagemao seu construtor o Físico-Mor Antonio José Pereira. Da construção original do complexo constam as ruínas, da casa grande Sede do Império do Físico-Mor, Fábrica de Pólvora, Fábrica de Velas, Laboratório Químico-inflamável, Usina de de Beneficiamento de Arroz, tanques e salinas, prisões e senzalas, engenhoso sistema de galerias para o escoamento e uso de toda água para as dependências, assim como um sistema de esgoto, 3 grandes poços para uso geral, tanques de cortume que eram utilizados para a preparação do couro, que seriam utilizados na fabricação de botas, selas, cintos etc. Existiam no Sítio dois grandes galpões que serviam de depósito para os produtos aqui fabricados, foram construídos no Sítio do Físico dois grandes tanques, que eram utilizados para captação, armazenagem e distribição de toda água utilizada no complexo.

O acesso para o Sítio do Físico era realizado somente pelo mar (Rio Bacanga) para o qual foram contruídos dois portos, um porto principal no Rio Bacanga, e outro porto em um afluente chamado Igarapé do Flamengo, muitas das operações de entrada e saída de navios assim como operações de carga e descarga de produtos para o Sítio do Físico eram realizados somente à noite, no entanto o cais fora constuído para receber navios tanto na maré baixa como na maré alta.

Na relação de produtos importados constam, couro (in natura), pratarias, materias para construção, produtos químicos e inflamáveis, etc.

Produtos exportados, couro manufaturado, cal, algodão, arroz, etc. A maioria dos produtos exportados tinham como destino final Portugual e alguns países da Europa, toda a comercialização era administrada na época pela companhia geral do comércio que “tentava” controlar a saída e entrada de produtos.

Durante a construção e o funcionamento de todo o complexo haviam em torno de 600 escravos. Trabalhando nas mais diversas atividades além do pessoal mais graduado e também auxiliares.

O Sítio do Físico possui uma escadaria com 38 degraus toda construída em pedra de cantaria, fica localizada ao lado da caieira, esta escada seria o acesso da casa grande até o porto principal, com a demolição desta casa foram encontrados 17 tipos de azulejos, fazia parte também do acervo arquitetônico uma capela construída em cima de uma colina com vista privilegiada para o Rio Bacanga.

Toda a argamassa utilizada para as edificações da obra era feita com cal e óleo de baleia, este cal era produzido a partir da queima da casca do sarnambi e madeira, este processo era feito em uma imensa caieira, como este trabalho envolvia alta temperatura, todo o interior da caieira foi construído com lajotas refratárias.

Para a produção e armazenamento de sal foram construídos tanques de salinas com um engenhoso sistema de captação de água salgada, a produção do sal servia para consumo interno, uma parte do sal e cal produzidos era usada no cortume no processo de prepação do couro manufaturado.

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