Resenha Crítica: O professor como agente político


A apresentação de produções acadêmicas dos alunos da pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Facultade INTA na cidade de Cururupu do Maranhão representa o encerramento das atividades letivas por meio da avaliação dos trabalhos acadêmicos e, posterior seleção para publicar no Novo Acesso.

Confira a seguir a produção do aluno Roberto Brito Costa.

Roberto

PROFESSOR: UM AGENTE POLÍTICO

O estágio atual da humanidade – globalização é marcada pelo acelerado ritmo de padronização que leva o indivíduo a ser um receptor passivo de conteúdos elaborados. No tocante a educação, essa vertente torna-se mais inquietante, especialmente para a categoria dos professores.

Nessa temática, é sensato o ensaio de Henry Girox: PROFESSORES COMO INTELECTUAIS TRANSFORMADORES quando faz evidenciar como a implementação da atual mudança pedagógica ameaça e desafia os professores enquanto a sua intelectualidade transformadora. No papel de preparar cidadãos atuantes, a ameaça se manifesta por reduzi-los a simples tarefa de cumprir ditames e objetivos prontos, e lhes desafia a se organizarem com a finalidade de participarem em qualquer tentativa de reformar as escolas públicas. O ensaio ainda apresenta uma contribuição teórica para a melhoria da qualidade da “atividade docente”.

Dessa forma, o referido trabalho desenvolve dois subtemas. No primeiro: DESVALORIZAÇÃO e DESESTABILIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE, o autor é prudente quando destaca que é preciso examinar as forças ideológicas e materiais que contribuem para o que ele qualificou como proletarização do trabalho docente, ou seja, a tendência de reduzir os professores a técnicos especializados, cuja função, é meramente administrar e implementar programas curriculares. Nesse sentido, o desenvolvimento crescente de ideologias instrumentalistas e a chamada pedagogia de sala de aula, encenam uma ameaça aos professores, pois enfatizam a separação da concepção e execução, a padronização do conhecimento e a desvalorização do trabalho crítico e intelectual do professor, em detrimento da autonomia do profissional quanto a produção curricular adequados aos contextos sociais e culturais dos alunos.

O segundo subtema: PROFESSORES COMO INTELECTUAIS TRANSFORMADORES, corretamente argumenta que perceber o professor como intelectual transformador é uma forma de considerar o real potencial da docência, ou seja, garantir a integração da implementação e execução curricular, significa encarar os professores como profissionais reflexivos com potencialidades de assumirem o responsável papel de influenciar na formação dos propósitos e condições de escolarização – do ensinar e como ensinar. É de bom senso quando afirma que a pedagogia do gerenciamento suprime e controla a ação dos professores para obter resultados padronizados e previsíveis nos mais diferentes espaços escolares.

O ensaio é providencial quando declara as escolas como locais econômicos, sociais e culturais e que por essa razão são alvos de controle por parte da sociedade dominante. Nesse sentido os professores devem desempenhar sua função social e não assumirem uma postura neutra quanto às injustiças sociais, políticas, culturais e econômicas que se manifestam dentro e fora da escola.

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