Resenha crítica: Professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem
A experiência de ministrar a disciplina Fundamentos da Educação ultrapassou a simples exposição de fatos e idéias, consistindo na seleção de elementos significativos da História e da Filosofia da Educação, estabelecendo conexões para recuperar a visão do todo para melhor compreender a História da Pedagogia, seus pressupostos metodológicos e correntes filosóficas.
As produções acadêmicas de alunos da pós-graduação em Docência do Ensino Superior (Faculdade INTA) na cidade de Cururupu do Maranhão terão espaço nesta página.
Leia a produção dos alunos José Ribamar e Isa Maria Araújo, resultado da resenha crítica do texto de GIROUX, Henry.
Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem.
Atendendo as ações de controle capitalista as escolas públicas brasileiras promovem a alienação dos estudantes e professores, o sistema dominante também controla o comportamento dos mesmos, impondo-lhes regras e exigências tecnocráticas que interferem negativamente na ação pedagógica. Será que os professores das escolas públicas com tantas regras tecnocratas conseguem ser autônomos, reflexivos e transformadores?
O livro de Giroux trata dos professores como intelectuais transformadores, discorrendo com competência o desafio deste profissional da educação para pôr em prática sua intelectualidade e sua ação pedagógica com autonomia.
Embora com quase dez anos, o texto enfatiza bem as questões atuais que dificultam o avanço da escola pública, o que não significa dizer que os problemas enfrentados pela instituição e pelos professores sejam recentes. O autor começa enfatizando que o atual apelo por mudança educacional apresenta aos profesores uma ameaça e um desafio. A ameaça vem nas reformas educacionais que mostram pouca confiança na capacidade intelectual dos professores da escola pública. O desafio está no debate público com os críticos do clima político e ideológico, numa autocrítica da natureza e finalidade da preparação dos professores, dos programas de treinamento no trabalho e das formas dominantes da escolarização.
Giroux descreve o professor intelectual transformador como estudioso, reflexivo e ativo, que sabe combinar reflexão e prática acadêmica a serviço dos estudantes para que sejam cidadãos críticos e atuantes. Porém, esse tipo de professor é ‘perigoso’ para o sistema dominante que de maneira sutil e eficiente enfraquece ou elimina a ação desse profissional. Nessa circunstância destaca o texto que as racionalidades tecnocratas e instrumentais que operam no ensino reduzem a autonomia do professor, reservando-lhe o simples papel de executar procedimentos de conteúdos e instrução predeterminados na chamada pedagogia de gerenciamento. Mas, os professores intelectuais que buscam uma sociedade livre não podem deixar transformarem-se em gerentes da educação, pois como profissionais reflexivos e críticos têm que fomentar na escola e fora dela a luta pela democracia e contra as injustiças sociais, políticas e econômicas. Conclui o autor que se quiserem ‘educar’ os estudantes para serem cidadãos ativos e críticos, os professores precisam assumir esta postura de intelectual transformador.
Giroux no texto não mencionou sobre a péssima remuneraçãodos professores, porém, criticou com sabedoria as regras tecnocráticas que controlam ou impedem a reflexão e autonomia desse profissional.




[…] é o capitulo chave do livro ( que nós só lemos o capitulo anterior ) . nós apresentamos nesse dia, usando quadro e giz para […]